Posted by: ambient1 | July 6, 2010

ENTREVISTA COM MVRDV

Nathalie de Vries

Nathalie de Vries fundou o escritório MVRDV , em 1991, juntamente com Winy Maas e Jacob van Rijs. Os primeiros trabalhos realizados , como o centro de televisão Villa VPRO e o conjunto habitacional para idosos WoZoCo, ambos na Holanda, levaram a aclamação internacional e estabeleceram MVRDV na cena internacional da arquitetura. E recentemente foi votada (44º) como umas das empresas mais inovadoras do mundo na lista da Fast Company.

WoZoCo

Villa VPRO

Qual dos seus projetos foi o mais gratificante e por quê?

N. DV: É o nosso trabalho realizado, mas depois de cinco anos. Não é mais perseguido com o que poderia ou deveria ter sido, apenas vê-lo em pleno uso e acrescendo a  vida diária das pessoas. O arquiteto é esquecido.

Seu trabalho é fortemente apoiado por pesquisa e metodologia, qual é a principal motivação por trás de seu trabalho?

N.DV: Chame isso de atitude. Isso faz parte do nosso trabalho, uma maneira de lidar com o processo de design em si, e também uma maneira de pensar junto e para além. Caso contrário, todo o desenvolvimento arquitetônico poderá estagnar. O que me interessa é o desafio para encaixar todos os diferentes aspectos e disciplinas do projeto em conjunto, como um quebra cabeça complexo.

Como você acha que a arquitetura vai mudar nos próximos 50 anos?

N.DV: O desenvolvimento mais importante é a crescente urbanização da população mundial. No futuro a maiorias das pessoas viverão nas cidades, precisamos responder a este desenvolvimento, criando mais capacidade. Infra-estrutura inteligente, gestão de resíduos, energia e produção de alimentos serão muito importantes no projeto de arquitetura. Ao mesmo tempo, veremos um aumento na eficiência: mais de reutilização de materiais e edifícios. O futuro vai parecer estranhamente familiar.

Que mudanças gostaria de ver na profissão de arquitetura?

N.DV: Temos visto uma mudança rápida de nossas ferramentas de trabalho nos últimos 20 anos, a arquitetura é bem ligada a todas as mudanças na tecnologia da informação. Mas o desenvolvimento de novas técnicas de construção e materiais ficou para trás. Provavelmente arquitetos em 50 anos a partir de agora estarão ainda projetando edifícios, mas usando diferentes parâmetros do que agora.

Você acha que a arquitetura tende a estar na moda hoje em dia?

N.DV: Arquitetura em si está temporariamente fora de moda. Não me importo. Ainda estou projetando edifícios.

O que os estudantes deveriam aprender a partir da revisão dos projetos arquitetônicos que tenham concluído? Você tem algum conselho para esses estudantes?

N.DV: A partir de nossos projetos você pode ver que não existe um estilo MVRDV, mas uma atitude, nossas ações de trabalho utiliza a mesma linguagem mais direta possível, uma agenda e atitude.

Meu conselho para os estudantes seria: Dê uma olhada no que os outros têm feito e, em seguida, faça suas próprias coisas. Você provavelmente conhece melhor.

O que você mais se orgulha na sua carreira, ou qualquer aspecto da vida?

N.DV: Minhas melhores criações são minhas filhas. Na arquitetura de um modo geral estou orgulhoso da maneira que estamos trabalhando hoje, o nosso processo sempre em evolução. O ponto de desenvolvimento a que chegamos e ao tipo de projetos que estamos trabalhando e a forma como concebê-los.

Quem você acha que é o arquiteto mais superestimado, e quem você acha que merece mais crédito / reconhecimento?

N.DV: Qualquer um que nos bate em uma competição é superestimado … por que não nos escolher?

Mais de reconhecimento deve ser dado ao Herman Herzberger. Ele tem influenciado centenas de arquitetos holandeses com o seu ensinamento inteligente.

Qual o aspecto da arquitetura que você acha mais importante? O que é fundamental para a sua prática e seu processo de design?

N.DV: Clientes satisfeitos é essencial. Fundamentalmente, devemos ser felizes também, o projeto deve fazer diferença e nosso processo de design deve ter evoluído depois de cada projeto.

O que inspirou você a se envolver em Arquitetura? O que inspira você agora?

N.DV: Eu gostava de design, técnica, política, moda e línguas. Eu não poderia escolher apenas 1. Ao invés disso eu escolhi estudar arquitetura. Na arquitetura eu posso usar todos os meus interesses. Não há limites para o que me inspira para criar algo. E no final tem que haver um edifício. Essa é uma tarefa muito clara para quem tem dificuldade em fazer escolhas. Há sempre um prazo.

Outros interesses que você tem?

N.DV: Cidades claro, literatura, música, para dar alguns exemplos: o lugar favorito no mundo para mim é o porto de Rotterdam e Berlim. O livro preferido: Istambul, Orhan Pamuk. Música: no momento La Roux, The Killers, Kyteman, Zita Zwoon, Tinariwen.

Qual é a sua hora favorita do dia, e por quê?

N.DV: Para pensar, de manhã cedo com uma xícara de café, para desenhar é a tarde no escritório e a noite para estar com família e amigos.

Qual seria o seu projeto final?

N.DV: Atualizar e redesenhar o centro de Roterdam e fazer alguns edifícios também.

O que você está fazendo no momento?

N.DV: Na verdade, nós estamos trabalhando em parte desse sonho agora em Roterdam. Além disso, nosso trabalho atual é uma variedade empolgante, que varia de uma biblioteca pública para uma sede de um banco e de toda uma cidade chinesa para uma instalação de pequeno porte.

Com quem você mais gostaria de trabalhar em um projeto?

N.DV: No passado, fizemos um estudo para a Vitra, a instalação de uma linha de produção que no fim não foi necessário. Foi uma experiência agradável e seria ótimo trabalhar com Rolf Fehlbaum novamente.

Mirador

Mirador

WoZoCo


Gwangyo Centro de Energia

Anyang Peak

Pavilhão Holandes

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Posted by: ambient1 | February 5, 2010

Ópera Surreal

Você gosta de Cinema? Arquitetura? E de boa música? Então te aconselho a pegar seu fone de ouvido se acomodar em uma poltrona e assistir ao vídeo (aconselho assisti-lo antes de ler todo o texto).  Bon Voyage!

Gostou? Esse vídeo é uma viagem ao mundo da arquitetura, a música te transporta para esse lugar onde não existe nada além da natureza e de grandes obras. E o fotógrafo do vídeo? É um viajante (do Tempo) e tem como objetivo visitar outros mundos e registrar momentos com sua máquina fotográfica, e nesse “mundo da arquitetura” ele consegue capturar a imponência e a solidão das edificações através de closes, recortes, texturas, luz e sombras. Um lugar inabitado onde as grandes obras se mantiveram em pé até o fim e agora é como se tivessem vida própria.

Ser surpreendido é umas das melhores sensações que existem!

Isso tudo é possível com a ajuda de softwares como 3D Max, C4D, VRay e outros. Sério! Tudo nesse vídeo é computação gráfica. Cada cena, movimento ou luz foi tudo feito no computador.

Esse trabalho incrível é obra de um cara chamado Alex Roman; Ele produziu, editou e dirigiu o video que foi feito para a conferência Mundos Digitales 2009. Segundo ele a proposta era mostrar a sétima arte vista através da lente de uma máquina fotográfica. Impressionante.

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Alex Roman

Posted by: ambient1 | January 28, 2010

Material Xperience 2010

Posted by: ambient1 | June 20, 2009

Banksy

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Posted by: ambient1 | June 15, 2009

Lifestyle

Quanto que a arquitetura pode influenciar no jeito de viver das pessoas?

Em uma pequena cidade da Alemanha isso tem se mostrado bastante evidente. Luckenwalde está a 50 km de Berlim numa viagem de trem que demora no máximo 30 minutos até o centro da capital. Luckenwalde é uma cidade como todas as outras pequenas cidades da Alemanha, e também tem que combater os problemas sociais da região: declínio da população, crescimento do desemprego e a falta de perspectiva. E hoje em dia a paisagem urbana é caracterizada por inúmeros projetos de demolição de prédios vazios, os quais foram erguidos em sua época áurea. Essa proximidade com a capital favoreceu o rápido desenvolvimento econômico da cidade no século 19 e começo do século 20 onde muitas empresas (principalmente do setor têxtil) se instalaram na região e é dessa época áurea que remanesce a herança arquitetônica da qual é tão conhecida. Um edifício dessa época tão gloriosa é “The Hat Factory” projetada por Erich Mendelsohn, que ficou conhecido por sua arquitetura expressionista.

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E olhando o cenário atual, diríamos que não está nada favorável para novos investimentos, isso se a cidade não tivesse sido inclusa no programa de patrocínio EUU. E foram os recursos adquiridos através desse programa que permitiram a implementação dos projetos na cidade. E o maior desses projetos foi a transferência da biblioteca municipal (que estava localizada em lugar pequeno e com uma arquitetura nada agradável) para um edifício todo restaurado onde funcionou a primeira estação de trem da cidade.

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Nesse projeto a idéia principal não era apenas recuperar o patrimônio histórico, mas também revigorar a parte central da cidade. E além da renovação do edifício, que foi comandada pelo escritório ARGE WFF de Berlim vencedor do concurso, foi projetado também um anexo contendo a biblioteca para crianças e adolescentes.

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O projeto é do escritório FF Architekten com colaboração de Martina Wronna. E nesse projeto podemos destacar duas características que contribui para o seu grande destaque: o material usado como revestimento da fachada (telhas tipo shingles TECU GOLD) na cor ouro e a inclinação das paredes que cria um espaço de alto contraste com seu entorno e uma relação de estética com o prédio restaurado.

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TECU-GOLD é um material que provou ser ideal para o projeto, que além de todas as suas qualidades – Durabilidade, Leveza, Economia – tem a habilidade de criar visuais diferentes dependendo da luz do dia, isso por causa da superfície refletiva e da variação de inclinação do prédio.

Os espaços internos são divididos entre térreo (biblioteca infantil) e primeiro pavimento (espaço para adolescentes) que é mais introvertido. Foi desenvolvido um layout que remete a um lounge moderno e convida o visitante a usar o ambiente disponível individualmente.

Desde a festa de inauguração, a função vital que a nova biblioteca tem para a cidade está cada vez mais evidente. Cresceu o número de usuários e a quantidade de acervo que está sendo emprestado e os computadores disponíveis estão ocupados constantemente. Uma associação de amigos e patrocinadores dá o apoio financeiro para o trabalho da biblioteca: um grupo de jovens trabalha voluntariamente depois da escola. E por causa desse enorme sucesso Luckenwalde agora serve como projeto modelo em Bruxelas no URBAN, programa de patrocínio e desenvolvimento das cidades.

@Dezeen

Posted by: ambient1 | April 28, 2009

OBJETOS QUE CONTAM HISTÓRIAS

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É o que diz Yvés Behar designer que está a frente do Studio FUSEPROJECT, estúdio fundado por ele em 1999. Com foco em estabelecer novos mercados e interromper velhos, o estúdio tem estratégia de aproximação de longo período para desenvolver e realçar o negócio de seus clientes, com um time que vai de brand e estratégia de marketing, identidade, embalagem, design de produto e design da comunicação.

“Designers tem a responsabilidade de mostrar o futuro como eles querem que isso seja – ou pelo menos como isso poderia ser, não apenas como a indústria quer” Yvés Behar.

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Seu estúdio ganhou rápida notoriedade (estamos falando de uma empresa de apenas 10 anos e já realizou trabalhos para grandes marcas) pelo seu design radicalmente inovador, atraindo atenção de grandes empresas como Nike, Semp Toshiba, Hemann Miller, Mini e etc. Com uma visão romântica e humanista acredita que produtos devem se conectar conosco de uma maneira mais emocional fazendo com que mudemos o jeito de pensar e usar objetos.

“Um produto bem desenvolvido e a história que isso conta cria uma conexão melhor com o consumidor do que 30 segundos de propaganda” Yvés Behar.

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Com produtos que variam de calçados, computadores (100 dólares laptop) e mobiliário, acaba de lançar seu último projeto, uma moto elétrica: Mission One. O resultado é uma moto futurista com um desempenho de dar inveja, chega a 150 mph o que é consideravelmente mais rápido do que outras motos elétricas e sua autonomia chega a 150 milhas sendo necessárias duas horas para recarregar. Seu motor elétrico cria uma experiência de pilotagem diferente de tudo disponível atualmente na produção de veículos. O motor fornece picos de torque de zero RPM, uma característica que motores a gasolina não podem fornecer; E também o motor devolve a aceleração mais rápido que a maioria das motos a gasolina sem ao menos ter que mudar de marcha.

“O conceito é simples: redefinir o mundo das motos esportivas” Mission One Company

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www.fuseproject.com

www.ridemission.com

Posted by: ambient1 | March 17, 2009

COLORS

Em 2007 quando comecei este blog um dos meus objetivos (claro!) era escrever sobre temas do meu interesse (design, arquitetura, música, etc.) na verdade tudo que estivesse relacionado com criação. E gosto muito quando me deparo com um profissional que consegue aplicar muito bem mais de uma área num mesmo projeto, como é o caso do arquiteto Pedro Gadanho que aplica o gráfico em seus trabalhos. A partir dos meados dos anos 90 Pedro Gadanho teve importante participação no cenário das artes da cultura portuguesa, multiprofissional atuando como professor na Universidade do Porto, editor chefe da revista Beyond (além de contribuir para outras revistas), foi um dos curadores chefe do Experimenta Design (evento mais significativo em Portugal nas áreas do design), organizou Metaflux e Influx que foi a participação portuguesa na Bienal de Arquitetura de Veneza.

Entre seus projetos mais conhecidos estão a Casa Laranja (em parceria com Nuno Ramos) localizada em Carreço, Portugal. Outro exemplo é a Elipse Foundation Art Centre em Estoril/Alcoitão, Portugal, e o mais recente é um projeto de uma residência em Oporto, também em Portugal. E esse segue a risca seu estilo, a ousadia no uso das cores. A residência familiar usa o branco com cores vibrantes como elemento chave do espaço. O azul petróleo da cozinha e a escada com de sangue roubaram a cena enquanto que ao mesmo tempo enriquece o branco neve. Cor também tem um papel importante na casa laranja, residência finalizada em 2005 e no seu projeto Ellipse Foundation.

Residência em Oporto:

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Casa Laranja:

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@ the cool hunter

@ Arkinetia

http://www.europelostandfound.net

http://www.ellipsefoundation.com

Posted by: ambient1 | December 23, 2008

Groove Images

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Todos os dias encontro trabalhos criativos na internet, desde uma nova construção até uma nova estampa de camisetas, mas poucos são tão inspiradores como o trabalho de Steven Wilson. Designer inglês baseado na cidade de Brigthon cria imagens tão empolgantes que dá vontade de pegar papel, caneta, tinta… e começar a desenhar. O que mais me chamou a atenção no seu trabalho foram as cores e a fluidez das imagens conectadas uma a outra com um  swing visual e o mais interessante é que a cada olhar você descobre um novo elemento, uma pessoa ou um animal. Nessa psicodelia percebe-se uma forte tendência dos anos 60/70 principalmente da arte gráfica de pôsteres e capas de discos, não esquecendo que os britânicos tiveram grande influência nessa época no design gráfico. Designer muito versátil onde utiliza vários métodos (stencil, desenho, pintura e computação) pode-se dizer que Steven Wilson cria groove images!

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Steven Wilson

Posted by: ambient1 | October 30, 2008

Semana da Arquitetura

Dos dias 28/10 – 01/11 a UNAR (Centro Educacional “Dr. Edmundo Ulson) realizará a 2ª Semana da Arquitetura onde serão ministradas palestras e oficinas com o intuito de discutir arquitetura ,arte ,design, tecnologia  e suas influências.

Maiores informações

UNAR

Posted by: ambient1 | September 19, 2008

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